"Ai como dói. Tem algum animal comendo as partes do meu coração e ninguém me avisou, nem o animal.
Na verdade, ele avisou. Ele falou pra vai ser por pouco tempo, e daqui a pouco tudo volta a ser como era antes.
Mas ai. Não precisava ser assim, o vazio é um preço muito alto à se pagar... E eu nem tinha nada pra pagar mesmo.. Estou negativa nessa situação. Outra pontada, ai.
E parecia tão forte e as afirmações tão verdadeiras e concretas. Promessas foram feitas e naquele momento parecia ser tão real, eu me sentia ali, me sentia em pé e profetizando um bom futuro, um futuro promissor, um futuro em conjunto. Quantas vezes essa sensação passou por mim? Sei lá, umas 2 vezes por dia nos últimos 2 meses. E de repente, PÁ! Um tapa na cara, um chute na barriga e um empurrão no peito (Tudo de uma vez só) E o meu chão de promessas e futuro promissor em conjunto se partia, se despedaçava em pequenos pedaços de algo que não sei descrever sendo diferente de descrença e desespero. E o que era o meu sentimento, a minha certeza, estivesse talvez se tornando a certeza de outro alguém.
O exagero não pára de bater na minha porta. Eu senti, eu ouvi, eu li. O ruim é o conhecimento, sabe, quando a gente conhece demais alguém e lê as entrelinhas dos olhares, as palpitações da respiração e o tremor dos lábios. E sabe o que eles significam. Cada coisa em cada dia, planta e arranca minhas esperanças, rega e corta minhas felicidades. E eu fico a sua mercê, à mercê de suas vontades de me ver de seus esforços de sua boa vontade,e de sua qualquer vontade, e eu sempre estive lá. E provavelmente sempre estarei.
E os cachos, ainda prefere os lisos? E os verdes, ainda prefere os castanhos? E o sentimento, ainda está ai?"
Uma grande amiga escreveu, e me descreveu.
Katarina Pozniakov, que consegue ser exatamente como eu. Até nos textos.
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